Câmara de Louveira rejeita empréstimo de R$ 260 milhões para obras viárias
Proposta previa recursos para intervenções viárias, mas não passou na votação
A Câmara Municipal de Louveira rejeitou, nesta segunda-feira, 28, o Projeto de Lei 54/2026, encaminhado pelo Executivo para autorizar um empréstimo de R$ 260 milhões junto à Caixa Econômica Federal. A votação ocorreu durante uma sessão extraordinária realizada após a reunião ordinária.
A proposta recebeu sete votos contrários e quatro favoráveis. Um dos vereadores não participou da sessão.
Recursos seriam destinados a obras viárias
De acordo com a justificativa apresentada no projeto, o financiamento seria utilizado em obras relacionadas ao sistema viário de Louveira. Durante a discussão, parte dos vereadores questionou principalmente o valor solicitado e a quantidade de informações disponíveis sobre a proposta.
Vereadores pediram mais discussão sobre o projeto
Entre os argumentos contrários, esteve a necessidade de realizar uma audiência pública para discutir os investimentos com a população. Também foi citado um empréstimo de R$ 100 milhões autorizado pela Câmara em anos anteriores, sobre o qual foram levantados questionamentos quanto aos resultados e às melhorias efetivamente percebidas na cidade.
Durante a discussão, foi defendida ainda a necessidade de que propostas dessa dimensão sejam apresentadas previamente à população, considerando os possíveis benefícios e os impactos sobre as contas públicas. Nesse contexto, foram mencionadas informações apresentadas durante uma audiência sobre o orçamento de 2027, na qual representantes da Prefeitura teriam apontado dificuldades econômicas para os próximos anos.
As manifestações ainda incluíram críticas à condução da administração municipal, com questionamentos sobre a capacidade da Prefeitura de realizar ações básicas na cidade e sobre a oportunidade de encaminhar um empréstimo desse porte diante do cenário financeiro apontado.
Defesa do empréstimo
O projeto também recebeu manifestação favorável sob justificativa de que os recursos poderiam contribuir para resolver um problema antigo relacionado ao trânsito na região da rodovia Anhanguera, especialmente com a construção de um novo viaduto.
Apesar da justificativa apresentada para o financiamento, a proposta acabou rejeitada por sete votos a quatro. O resultado mantém sem aprovação, neste momento, a autorização solicitada pelo Executivo para contratar o empréstimo de R$ 260 milhões.
A discussão também expôs uma cobrança relevante sobre a administração municipal: antes de comprometer um volume expressivo de recursos, os vereadores defenderam maior detalhamento, debate público e avaliação dos impactos nas contas da cidade.