> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://louveira.com.br/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# LOUVEIRA.COM.BR entrevista Estanislau Steck, Superintendente da Agricultura e Pecuária no Estado de SP, sobre o acordo União Européia–Mercosul e os impactos para o agronegócio brasileiro
- URL: https://louveira.com.br/entrevista-estanislau-steck-superintendente-da-agricultura-e-agropecuaria-no-estado-de-sp-sobre-o-acordo-mercosul-e-uniao-europeia/
- Published: 2026-01-12T23:12:17.000Z
- Updated: 2026-09-15T03:10:35.000Z
- Author: Redação
- Tags: Notícias, Agro, #Migrated-1789441767824, #wp, #wp-post, #Import 2026-09-15 03:09

O portal **LOUVEIRA.COM.BR** entrevistou, com exclusividade, **Estanislau Steck**, **Superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado de São Paulo, ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)**, sobre o recente **acordo entre o Mercosul e a União Europeia** e o que isso significa para o setor agropecuário brasileiro. Estanislau Steck é natural de Louveira, formado em Medicina Veterinária, foi prefeito do município e hoje ocupa o cargo devido à sua sólida trajetória no agronegócio e conhecimento técnico na área.

**Estanislau Steck, qual é a importância histórica desse acordo Mercosul-UE para o agronegócio brasileiro?**

*Este acordo representa um momento histórico para o agronegócio do Brasil e, em especial, para estados produtores como São Paulo. A União Europeia é um dos maiores mercados consumidores do mundo, com milhões de pessoas e poder aquisitivo elevado, e a redução progressiva de tarifas e barreiras comerciais abre oportunidades reais para nossos produtos no exterior. Isso oferece maior previsibilidade comercial para produtores de carnes, café, frutas, grãos e outros itens com forte presença na pauta brasileira.*

**Quais são os principais benefícios que produtores podem esperar?**

*O agronegócio brasileiro, graças à sua competitividade, eficiência produtiva e capacidade de atender padrões técnicos e sanitários exigentes, tende a ser um dos maiores beneficiados nesse novo arranjo comercial. A expectativa é que produtos com alto valor agregado tenham maior acesso ao mercado europeu, com redução de tarifas e novos canais de exportação, o que pode resultar em mais receitas e em diversificação das exportações.* O *acordo também amplia a participação das empresas brasileiras em *compras no mercado europeu*, o que é uma excelente janela para expandir mercados fora do eixo tradicional.*

**E quanto às restrições e pontos que ainda precisam de atenção na implementação?**

*É importante destacar que o acordo não é uma solução imediata. Existem *mecanismos de cotas e salvaguardas*, especialmente para produtos sensíveis como carnes bovina, aves e suínas, que limitarão inicialmente o volume que pode entrar no mercado europeu sem tarifas.*

*Esses mecanismos refletem a necessidade de proteger mercados locais na Europa e também mostram que este é um comércio administrado, e não completamente livre. A implementação gradual exige que o Brasil se adeque às exigências técnicas, sanitárias e ambientais que acompanham esse tipo de negociação.*

*Além disso, ainda há questões regulatórias e procedimentos legislativos a serem concluídos nos parlamentos dos países europeus e pelos próprios países do Mercosul antes que o acordo entre em vigor pleno.*

**Há preocupações levantadas por especialistas ou setores da sociedade?**

*Sim, e elas são legítimas. Do lado europeu, houve resistência de produtores em países como França e Polônia, que temem a competição com produtos brasileiros.*

*Por aqui, a preocupação gira em torno de que as exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade sejam cada vez mais técnicas e específicas ao padrão europeu. Isso reforça para nós no Brasil a necessidade de produtos que atendam ou superem essas normas, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossa defesa sanitária, logística e capacidade de suporte técnico ao produtor.*

**Como superintendente, qual é sua avaliação sobre os próximos passos para o agro paulista e brasileiro?**

*Esse acordo exige que todos os elos da cadeia produtiva estejam preparados — desde o campo até a exportação. Precisamos investir em tecnologia, certificação, infraestrutura e integração entre produtores, indústria e governo para aproveitar ao máximo as oportunidades que surgirão. Isso inclui ampliar nossa capacidade de rastreabilidade, qualidade e eficiência logística, além de fortalecer a sanidade animal e vegetal.*

*Também é fundamental que os produtores e agentes públicos acompanhem de perto a regulamentação, dialogando com parlamentares, entidades representativas e operadores de comércio para garantir que o Brasil não apenas acesse, mas conquiste mercados de maneira sustentável e competitiva.*

**Para finalizar, qual recado você deixa aos produtores rurais sobre esse momento?**

*Aos produtores, principalmente aos pequenos e médios, falo como alguém que acompanha de perto a vida no campo e sabe das dificuldades do dia a dia. A gente sabe que não é fácil, mas esse é um daqueles momentos em que vale a pena se organizar e seguir em frente. É uma nova oportunidade que está surgindo, e quem fizer as coisas bem feitas vai conseguir crescer, melhorar a renda da família e ajudar a fortalecer a nossa economia.*