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Louveirando: Fiat Lux

Coluna de João Batista

Louveirando: Fiat Lux

Fiat Lux

por João Batista

Começarei com um “sim”. Sim, foi uma festa memorável nesta nossa Louveira, que cronologicamente se emancipou há sessenta anos. Na verdade, ouso dizer, Louveira sempre foi emancipada, apenas recebeu a outorga oficial, fato que altera os documentos oficiais, mas não a mente e os corações dos louveirenses, não é mesmo Gaspar de Oliveira? 

Opa, não era o sul da França, o norte da Itália, o oeste da Hungria e nem o leste da Grécia, era sim o que comumente chamamos de centro da nossa cidade, onde mais uma vez se manteve a luz interna e externa dos que ali compareceram. Sem deixar de ressaltar que em todos os pontos cardiais da nossa cidade, houve e há sempre um festejo ou um motivo para se marcar presença. Confesso que senti falta de algumas pessoas, mas neste ponto me lembrei da minha vó Vicência, que nos altos dos seus noventa e três anos de idade me disse: “Meu neto João, você já é um adulto, então nunca mais diga que sentiu falta de quem não compareceu, pois cada um tem o seu motivo, e mais, quem não comparece na verdade, não faz falta.” Dei um sorrisinho de canto de boca para mim mesmo, e no meu íntimo, concordei.

O espaço sempre foi maravilhoso, conheço bem por ser frequentador assíduo, e, conseguiu ficar mais maravilhoso ainda, a meu juízo, pela dedicação com que os responsáveis do momento cuidaram do lugar. Falo aqui da subestação de Louveira, a primeira do Brasil, e, segundo ouço “de gente que entende”, a mais conservada, física e documentalmente. Um lugarzinho me chamou muito a atenção, dentre tantos outros, o “Cantinho de leitura com café”, muito bem decorado, com bom gosto impecável. Para não cometer injustiças, não citarei nomes, pois minha memória pode me trair. Este espaço fica ao lado da Sala de Leitura, Willian Bassi, inaugurada neste sábado de março fechando o verão. Na verdade, é um complemento!

Também houve a inauguração de uma iluminação, descrita como cinematográfica, que embelezou muito mais os prédios históricos. Atrações não faltaram; como as musicais, exposições, livros e cafés, pessoas caracterizadas, comes e bebes, artesanatos, alegria e simpatia. Bebi duas caipirinhas, comi pastel de carne, gentileza do meu grande amigo Carlos Tiokal; falei muito, registrei os momentos, alguns publicáveis, outros não; enfim, uma tarde e noite perfeitas. Há que se agradecer sempre tudo que nos é oferecido pelos responsáveis por esta entrega, no caso o prefeito de Louveira, Paulo Finamore, e o secretário de cultura, Israel Lima, sem, no entanto, nos esquecermos de que, nós a população também merecemos esta entrega. Convido a todos, que se vistam de alegria, boa vontade, e que, para os próximos eventos, compareçam, para que eu não ouça a frase, na minha visão, não muito verdadeira de que “em Louveira não tem nada para se fazer.”

Dentre todas as muitas atrações, todas excelentes, uma música que me marcou neste sábado, dia 22 de março de 2025, foi a tão decantada e tão cantada também: “Deixa a vida me levar”, do nosso” Zeca Pagodinho. Eita! Não posso deixar de citar também a eterna: “Have You Ever Seen the Rain”, canção de Creedence Clearwater Revival, que é a trilha sonora desta minha crônica.

Fotos: João Batista

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