Louveirando: O Macabro Que Existe em Nós
Coluna de João Batista
Noite Macabra no Wet'n Wild (imagem: Pedro Leme)
TRILHA SONORA: THRILLER / MICHAEL JACKSON
O Macabro Que Existe em Nós
por João Batista
Sim, foi um domingo de muito calor, o domingo próximo passado, 29 de setembro com o parque Wet’n Wild lotado. Pura diversão! Chegamos lá por volta das 15h26, estacionamos, eu João e Pedro, e nos dirigimos à entrada, e, após alguns ajustes, rindo aqui, entramos. Com o calor aproveitamos o rio bravo, as ondas das piscinas e até tomamos um chop cada um, de 500 ml, uma delícia, desceu redondo e o tempo passou mais rápido a cada gole.
A atração principal, mais propriamente o espetáculo desta Noite Macabra, iniciou-se às 18h, pontualmente, e o Palco Pesadelo Digital: Balada Cibernética, se transformou em um grande espetáculo, uma mistura de teatro musicado com muita música, dança e maquiagem de qualidade, tudo condizente com o que foi prometido, com começo, meio e final. A plateia composta por mais jovens, vibrava a cada evocação vinda do palco, pelos comandantes da festa.
Claro que havia pessoas fora do que comumente chamamos de jovens, e estas pessoas também se divertiam muito, dançando ao comando do DJ, e, pelo que notei, quase todos dançaram ao som da “velha” “Ragatanga”, da banda Rouge. Foram vários espetáculos, pois cada grupo, ou individualmente, era uma delícia observar. Claro que tocaram muito mais músicas e cada uma, teve a sua coreografia. Sempre, repito, animada pelos personagens do palco.
Na plateia, além da música, os personagens macabros, ora rodopiavam em seus patins, ora apontava um martelo gigante, ora uma arma de corte, sem contar com as aparições assustando os desatentos. Gritos pra cá, gritos pra lá, correria, uma delícia de espetáculo. Em determinado momento, decidimos pegar a imensa fila para o túnel macabro, denominado Reflexo dos Invasores: Túnel Algoritmo do Medo, e, pela imensidão da fila, resolvemos fazer um teste de “cortar fila”; andamos ao lado de alguns jovens, que logo perceberam a manobra macabra, e disseram que a fila começava em outro ponto.
A princípio fingi que não entendi, pois o som estava muito alto, mas eles argumentaram, e eu ainda disse “mocinha, eu tenho 67 anos“, no que ela respondeu “eu tenho 17 anos”, com cara de muitos amigos, e, lógico, que eu não era um desses amigos. Nos rendemos, fomos dar mais uma volta até o palco, e passado algum tempo a fila diminuiu bastante. Aproveitando entramos na fila e adentramos o túnel macabro. Muito da hora, e, realmente alguns personagens assustam, cito aqui o da serra elétrica, cujo barulho é tão real, que quase senti o meu pescoço sendo dilacerado, realmente um labirinto do medo, observando aqueles que se arriscaram no Túnel Aquático. Rindo voltamos para o final do show. Ao irmos embora, com a perspectiva de voltarmos, percebemos que todos saíram satisfeitos. Pudera! Foi tudo muito bem planejado e executado com excelência. O macabro que existe em nós ficou totalmente satisfeito com o espetáculo.



(imagens: Pedro Leme)

Brasileiro de Louveira, pedagogo, membro da ALLA – Academia Louveirense de Letras e Artes, colunista e criador da expressão “louveirando”; um bobo por natureza.
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