Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Louveira anuncia ‘estado de greve’ dos funcionários públicos municipais
Louveira em estado de greve (imagem ilustrativa: iarts.com.br)
SindLouv informou que a decisão foi tomada após ausência de retorno da administração municipal sobre a Campanha Salarial 2026
O Sindicato dos Trabalhadores Municipais Ativos e Inativos da Administração Pública Direta e Indireta do Município de Louveira (SindLouv) informou, em publicação realizada em seu site oficial e em suas redes sociais, que os funcionários públicos de Louveira deliberaram, em assembleia, pela decretação do estado de greve.
Segundo a entidade sindical, a medida foi adotada após a Prefeitura de Louveira não apresentar resposta às reivindicações protocoladas durante a Campanha Salarial 2026.
De acordo com a publicação divulgada pelo sindicato, a pauta de reivindicações foi aprovada em assembleia geral e posteriormente protocolada junto à administração municipal.
Reivindicações apresentadas pelos funcionários públicos de Louveira
Conforme informado pelo SindLouv, entre os principais pontos da pauta apresentada à Prefeitura estão:
- Reajuste salarial referente à Campanha Salarial 2026, com base em índices econômicos do período;
- Discussão sobre aumento no valor do benefício de alimentação;
- Regularização de questões relacionadas à licença-prêmio, incluindo conversão e pagamentos pendentes;
- Debate sobre Plano de Cargos, Carreiras e Salários com participação da entidade sindical.
O sindicato informou que ofícios e documentos foram encaminhados à administração municipal e à secretaria responsável, mas, segundo a publicação, não houve retorno oficial até o momento da divulgação do comunicado.
Estado de greve dos funcionários públicos de Louveira
Ainda conforme divulgado pelo SindLouv, a decisão pelo estado de greve dos funcionários públicos municipais de Louveira foi motivada pelo silêncio do Executivo Municipal diante do Ofício nº 005/SINDLOUV/2026, entregue no dia 3 de fevereiro, documento que formalizou as demandas salariais e de condições de trabalho da categoria.
De acordo com o sindicato, entre os pontos destacados está a revisão geral anual prevista no inciso X do artigo 37 da Constituição Federal. A entidade afirma que o direito dos servidores não teve, até o momento da publicação, qualquer sinalização por parte da administração municipal.
Na publicação, o sindicato informa que a categoria considera a negociação como caminho legítimo, mas aponta que não pode aceitar a inércia do poder público diante das reivindicações protocoladas.
O que é estado de greve?
O estado de greve não é a greve em si, mas uma etapa anterior, aprovada pelos trabalhadores, para avisar aos governantes que a paralisação pode acontecer a qualquer momento. Ao entrar em estado de greve, a categoria começa a se organizar e intensificar a mobilização, preparando ações e uma agenda de atividades para fortalecer o movimento. Essa fase é diferente do simples indicativo de greve e também da deflagração oficial da paralisação. Durante esse período, são promovidas atividades, debates e dias de luta que envolvem todos os servidores interessados, sejam eles favoráveis ou não à greve, mas que compartilham a preocupação com os rumos da Educação Pública.
Prazo final para negociação
Segundo o comunicado divulgado, foi estabelecido um prazo final improrrogável: até segunda-feira, 9 de março de 2026, a Prefeitura deverá apresentar propostas concretas em reunião de negociação com o Sindicato e com a Comissão de Servidores eleita para tratar da data-base.
Conforme informado pelo SindLouv, caso não haja avanços ou nova negativa por parte do município, a categoria estará autorizada a deflagrar movimento grevista nos termos da Lei nº 7.783/89, que regulamenta o direito de greve no serviço público.
Na mesma publicação, o presidente do SindLouv, Eli Bueno Rodrigues, afirmou que a decisão não foi tomada de forma precipitada, mas como último recurso diante da necessidade de valorização do funcionalismo.
“Não queremos parar, queremos ser ouvidos. O Servidor público merece respeito e uma negociação justa. A data-base não é um favor, é um direito constitucional. Esperamos que o prefeito Paulo Alberto Finamore receba nossa comissão e apresente uma proposta à altura da importância dos trabalhadores que mantêm a máquina pública funcionando”, declarou.
O Ofício nº 005/SINDLOUV/2026 pode ser consultado na íntegra logo abaixo.

